Lidei com a morte quando tu morreste, Avó. E devo confessar-te que até aí não sabia o que era o sofrimento, a dor... Confesso, também, que me isolei e me afastei dos meus outros avós, com medo de criar laços tão fortes como os que nos uniam e... depois vir a perdê-los.
Tudo isto fez com que me afastasse de mim. Deixei de saber quem era. Até que me reencontrei mas tão frágil que nunca mais consegui ser a mesma.
Aos poucos fui reatando os laços com os meus outros avós mas... sem nunca conseguir ter a relação que tinha contigo. Fazes-me falta. Com a tua morte apercebi-me de que nada é eterno, nem certo, nem nosso... Estamos de passagem, talvez por isso não seja apegada às coisas, não sou nada materialista...
A morte não me assusta mas entristece-me. Só de pensar que não estarei presente na vida das pessoas que me são queridas e no sofrimento e dor que lhes posso causar...
Não poder abraçar, beijar, encorajar, motivar e amar o meu filho, o meu sobrinho, a minha irmã e os meus pais... deixa-me de rastos. Não quero morrer de repente, quero poder despedir-me e ter tempo para que as pessoas me escutem. Quero que se estimem, se respeitem, amem e sejam amados.
Gostaria que as pessoas dessem valor à vida, às pessoas, ao lado emocional, sentimental, ao lado humano da vida. Que se lembrassem que tudo começa e acaba num segundo.
Quero ver o meu filho crescer, ser feliz e construir o seu caminho com base nas ferramentas que lhe vou disponibilizando... Quero que o meu sobrinho aprenda a amar-se, a valorizar-se, que a minha irmã se encontre e reconheça que merece ser feliz, que os meus pais se harmonizem...
Não quero que me esqueçam... quero sim que me lembrem, com todo o carinho possível, como aquele que tenho por cada um de vós. Nunca desistam de nada, principalmente de vós próprios.
Amo-vos. Amar-vos-ei, sempre.
Sejam Bem Vindos ou, como gosto de dizer, Irashai.
Quero Encontrar-me... Encontrar-te... Trazer-te para ao pé de mim... Levar-me para perto de ti... Desabafar... Dialogar.... Aprender e ensinar...
Sábado, 15 de Outubro de 2011
Sexta-feira, 2 de Setembro de 2011
O QUE HÁ
O que há em mim é sobretudo cansaço. Não disto nem daquilo, Nem sequer de tudo ou de nada: Cansaço assim mesmo, ele mesmo, Cansaço. A sutileza das sensações inúteis, As paixões violentas por coisa nenhuma, Os amores intensos por o suposto em alguém, Essas coisas todas Essas e o que falta nelas eternamente Tudo isso faz um cansaço, Este cansaço, Cansaço. Há sem dúvida quem ame o infinito, Há sem dúvida quem deseje o impossível, Há sem dúvida quem não queira nada Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles: Porque eu amo infinitamente o finito, Porque eu desejo impossivelmente o possível, Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser, Ou até se não puder ser... E o resultado? Para eles a vida vivida ou sonhada, Para eles o sonho sonhado ou vivido, Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto... Para mim só um grande, um profundo, E, ah com que felicidade infecundo, cansaço, Um supremíssimo cansaço, Íssimo, íssimo, íssimo, Cansaço... Álvaro de Campos
Terça-feira, 28 de Junho de 2011
Love...
Ninguém merece viver sem sentir o Amor...
Quero dar amor... Receber amor... Fazer Amor...
Não em edição limitada mas... na ilimitada,
Não quero o resumo, quero a edição completa.
Caramba...
Não quero ter de estar sempre sozinha e fazer tudo sozinha e amar-me sozinha.
Não me quero tocar... quero sentir-me a ser tocada.
Quero um abraço num dia complicado, um sorriso, um carinho...
Quero falar e ouvir... ter conversas intermináveis... Quero rir à gargalhada e ouvir ecoar a tua gargalhada, nos dias mais alegres.
Quero partilhar as minhas alegrias e ter conforto nas minhas tristezas.
...
Quero o Amor.
Quero dar amor... Receber amor... Fazer Amor...
Não em edição limitada mas... na ilimitada,
Não quero o resumo, quero a edição completa.
Caramba...
Não quero ter de estar sempre sozinha e fazer tudo sozinha e amar-me sozinha.
Não me quero tocar... quero sentir-me a ser tocada.
Quero um abraço num dia complicado, um sorriso, um carinho...
Quero falar e ouvir... ter conversas intermináveis... Quero rir à gargalhada e ouvir ecoar a tua gargalhada, nos dias mais alegres.
Quero partilhar as minhas alegrias e ter conforto nas minhas tristezas.
...
Quero o Amor.
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Domingo, 26 de Junho de 2011
Solidão...
Sinto-me sozinha.
Não nasci para estar assim... sou uma comunicadora nata e... sinto-me sozinha.
Nasci para Amar e ser Amada... quero entregar-me...
Tenho tantas saudades do Amor... como Medo de falhar, novamente.
Quero partilhar o meu dia a dia e, acima de tudo, ter um companheiro, um amigo.
Hoje... preciso de um abraço, envolvente que me deixe tranquila, segura.
Esta luta, esta batalha diária... estão a cansar-me... e não ter ninguém do meu lado, só para me acompanhar, me ouvir, abraçar, confortar... esgota-me. Entristece-me.
E hoje só me apetecia deitar-me no teu colo e... assim ficar, abraçada a ti e... namorar.
Não nasci para estar assim... sou uma comunicadora nata e... sinto-me sozinha.
Nasci para Amar e ser Amada... quero entregar-me...
Tenho tantas saudades do Amor... como Medo de falhar, novamente.
Quero partilhar o meu dia a dia e, acima de tudo, ter um companheiro, um amigo.
Hoje... preciso de um abraço, envolvente que me deixe tranquila, segura.
Esta luta, esta batalha diária... estão a cansar-me... e não ter ninguém do meu lado, só para me acompanhar, me ouvir, abraçar, confortar... esgota-me. Entristece-me.
E hoje só me apetecia deitar-me no teu colo e... assim ficar, abraçada a ti e... namorar.
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Domingo, 30 de Janeiro de 2011
Sei
Sei... que por não te ter dito o quanto eras importante... agora digo, e repito, a todas as pessoas que para mim o são...
Sei... que as saudades apertam e com elas tenho de viver... pois tu não vais voltar...
Sei que sonhar contigo é reconfortante... que me traz paz e tranquilidade...
Sei que me marcaste a adolescência pela nossa vivência e pela tua partida...
Nunca mais fui a mesma...
A consciência da morte... o seu carácter definitivo... deu-me um novo rumo... uma nova forma de viver.
Sei também... que por tudo o que já vivi... a ansiedade me consome.
Tenho medo de te querer e... não te ter... De ficar à espera na esperança de um dia... e desse dia nunca chegar.
Sei que não posso pensar que todas as pessoas são iguais e todos os comportamentos querem dizer o mesmo... As pessoas são diferentes... eu sei... mas... custa-me saber... aceitar... acreditar.
Sei... que as saudades apertam e com elas tenho de viver... pois tu não vais voltar...
Sei que sonhar contigo é reconfortante... que me traz paz e tranquilidade...
Sei que me marcaste a adolescência pela nossa vivência e pela tua partida...
Nunca mais fui a mesma...
A consciência da morte... o seu carácter definitivo... deu-me um novo rumo... uma nova forma de viver.
Sei também... que por tudo o que já vivi... a ansiedade me consome.
Tenho medo de te querer e... não te ter... De ficar à espera na esperança de um dia... e desse dia nunca chegar.
Sei que não posso pensar que todas as pessoas são iguais e todos os comportamentos querem dizer o mesmo... As pessoas são diferentes... eu sei... mas... custa-me saber... aceitar... acreditar.
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Terça-feira, 25 de Janeiro de 2011
Somos
Somos realmente quem somos quando estamos sozinhos...
Enquanto acompanhados somos o acomodar de nós próprios...
Tenho medo de ficar sozinha (gosto da solidão quando dela preciso, não de viver nela) mas... tenho ainda mais medo de me perder no acomodar do meu ser... quando te 'pertencer'.
(é provável que a vida me dê umas lambadas, bem dadas, para me fazer entender o que tenho de fazer)
Enquanto acompanhados somos o acomodar de nós próprios...
Tenho medo de ficar sozinha (gosto da solidão quando dela preciso, não de viver nela) mas... tenho ainda mais medo de me perder no acomodar do meu ser... quando te 'pertencer'.
(é provável que a vida me dê umas lambadas, bem dadas, para me fazer entender o que tenho de fazer)
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Sábado, 8 de Janeiro de 2011
Ano 2010
Este ano que passou foi, para mim, o início de uma nova etapa...
Comecei a reencontrar-me enquanto mulher... achei, durante tempo demais, que já não o saberia ser... desde que fui Mãe entreguei-me de alma e coração a sê-lo, só e simplesmente.
Mas... iniciei um longo caminho que teve, alguns percalços, alguns erros cometidos mas... tive de dar cada passo que dei, certo ou errado. E aprendi... principalmente a ler e escutar os sinais que nos surgem no caminho. A errar também se aprende e... eu aprendi.
Não se pode seguir um caminho porque nos parece o correcto, temos de o seguir porque sabemos que é o que temos de seguir, porque sentimos. Eu já não sabia se ainda era capaz de sentir... Mas... sou.
E mesmo que seja para continuar sozinha... sei que não voltarei a cometer os mesmos erros. Talvez cometa outros mas... não os mesmos.
Vou continuar a caminhar... sempre em frente... nem para trás nem para os lados.
Comecei a reencontrar-me enquanto mulher... achei, durante tempo demais, que já não o saberia ser... desde que fui Mãe entreguei-me de alma e coração a sê-lo, só e simplesmente.
Mas... iniciei um longo caminho que teve, alguns percalços, alguns erros cometidos mas... tive de dar cada passo que dei, certo ou errado. E aprendi... principalmente a ler e escutar os sinais que nos surgem no caminho. A errar também se aprende e... eu aprendi.
Não se pode seguir um caminho porque nos parece o correcto, temos de o seguir porque sabemos que é o que temos de seguir, porque sentimos. Eu já não sabia se ainda era capaz de sentir... Mas... sou.
E mesmo que seja para continuar sozinha... sei que não voltarei a cometer os mesmos erros. Talvez cometa outros mas... não os mesmos.
Vou continuar a caminhar... sempre em frente... nem para trás nem para os lados.
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